MD 15 anos! 15 viagens inesquecíveis que marcaram a vida de seus editores

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Parceiro da Revista Pelo Mundo, Melhores Destinos completa 15 anos e daqui da nossa redação enviamos nossos parabéns e que venha mais 15, mais 15, mais…

Estamos em clima de festa pelos 15 anos do Melhores Destinos que completamos hoje e para comemorar reunimos os relatos das melhores viagens da nossa equipe. Cada um quebrou a cabeça para escolher, entre as viagens que já fez, qual é aquela que se destaca em suas lembranças como a melhor de sua vidas.

Os critérios são totalmente pessoais: a comemoração de uma vitória, o encontro com um povo encantador, a primeira vez que se viu neve, um passeio em família cheio de afeto ou uma experiência solo. Afinal, o que faz de uma viagem ser a melhor de todas? No fim do post, conta pra gente qual é a melhor viagem da sua vida e por quê. Estamos curiosos para saber! Boa leitura!

“Fui contagiada pelo estilo de vida australiano: leve e descontraído”

Camille Panzera
Coordenadora de Destinos

Difícil escolher a melhor viagem que já fiz. Todas são especiais à sua maneira e fico muito feliz com o privilégio de conhecer tantos lugares incríveis. Mas, se eu tiver que escolher uma viagem que me marcou bastante, diria que foi uma viagem que fiz à Austrália pelo Melhores Destinos.

Aproveitando uma promoção que saiu aqui no site, viajei para Perth, onde morava minha prima na época. Fui para diferentes cidades do país, conheci vários leitores do MD que moravam do outro lado do mundo e gostei tanto de lá que decidi adiar meu retorno ao Brasil, ficando algumas semanas a mais em Melbourne e Perth. Conheci muitas pessoas legais ao longo dos passeios pelas cidades e fui contagiada pelo estilo de vida australiano: leve e descontraído.

A Austrália me marcou por sua liberdade, sua segurança, sua tecnologia e principalmente por seu povo. As paisagens maravilhosas e a estrutura das cidades foram o pano de fundo de grandes experiências e lindas fotografias, mas o contato com um povo tão alegre, com pessoas solícitas e de bem com a vida, além do constante respeito ao próximo foi o maior aprendizado.


Para comemorar as vitórias da vida: viagem ao Chile!

Leonardo Cassol
Coordenador de Promoções

O famoso vulcão Osorno, em Puerto Varas, no Chile

Difícil escolher a melhor viagem da minha vida, mas acho que a primeira vez fora do Brasil teve um gostinho especial. Venho de uma família de classe média baixa e tive uma infância/adolescência com muitas dificuldades financeiras. Por mais que eu sonhasse conhecer outro país, nunca acreditei que isso seria possível.

Depois que entrei na faculdade e comecei a trabalhar, minha mãe, que sempre batalhou para sustentar a família, teve alguns problemas sérios de saúde. Cheguei a pensar no pior e fiquei arrasado, porque até aquela fase da nossa existência tínhamos mais sobrevivido do que de fato aproveitado alguma coisa na vida. Muita luta e muitos perrengues! E, num dos momentos mais difíceis, eu prometi para mim mesmo que se ela ficasse boa, assim que eu conseguisse juntar algum dinheiro, nós iríamos conhecer outro país.

Felizmente deu tudo certo e, em 2005, fomos para o Chile (Santiago e Puerto Varas). A cada paisagem linda, entre lagos e vulcões com o pico branquinho de neve, a gente chorava lembrando por tudo o que havíamos passado. Cada refeição, cada momento, era tudo novo, mágico, mais do que especial. Foi inesquecível. Tão bom que, pouco mais de um ano depois, nós fomos para a Europa conhecer as duas cidades que ela mais sonhava: Paris e Roma!

Foi tudo incrível, maravilhoso, mas a emoção da primeira viagem foi insuperável. E, acho vale a pena dividir com vocês, as coisas foram melhorando pra mim profissionalmente, também comecei a viajar muito e a ganhar milhas, e segui fazendo o que se tornou uma paixão: viajar! Parei de contar quando cheguei a 60 países (e minha mãe certamente esteve comigo em mais de 20 deles, incluindo ChinaEstados UnidosCanadáÁfrica do SulTurquia e Austrália). Momentos que nunca vamos esquecer!


Ilhas Malvinas: pinguins, lobos-marinhos e muita paz

Bruna Scirea
Editora de Destinos

Quando o Denis, editor-chefe do Melhores Destinos, me ligou para perguntar se eu gostaria de ir para as Ilhas Malvinas, tive de abrir um mapa mental para tentar me localizar. Sem sucesso. Sabia que tinha um lance de guerra com a Argentina e que as ilhas ficavam em algum canto ali do Atlântico Sul — mas não tinha ideia se mais perto da América do Sul ou da Antártica. De toda forma, respondi: “mas é claaaaro que sim!”.

E assim fui para um dos destinos menos visitados de todo o mundo (são cerca de 1,5 mil turistas por ano) e um dos mais belos em que já estive. Um lugar remoto, de muito silêncio, pouca internet e uma riqueza indescritível de vida selvagem e paisagens — praticamente intocadas.

Para além da curiosidade de se estar em um território há muito disputado entre Reino Unido e Argentina, onde moram somente três mil pessoas e a influência britânica é claríssima, o que mais chama atenção nas Falklands é a possibilidade de ver a natureza simplesmente acontecendo. Um par de elefantes-marinhos acasalando, uma ave roubando um ovo no ninho de um pinguim e até mesmo um assassinato: o exato momento em que um lobo-marinho abocanha um pinguim que nadava perto da orla. Não são necessárias horas de observação para testemunhar tudo isso. São cenas da vida animal que acontecem a todo momento nas Malvinas e que você, do nada, terá o prazer (considerando que é a natureza na sua essência, dá para ver beleza até na morte de um pinguim) de acompanhar de perto.

Foi um incrível roteiro de sete dias pelas Ilhas Falkland. Um mergulho no silêncio, um distanciamento completo da velocidade e demanda das redes sociais e da rotina nas cidades, um reencontro com o sossego e com a capacidade de se doar unicamente ao tempo presente. Um intensivão de mindfulness. É isso o que oferecem as Malvinas, um destino de paz como são poucos os lugares no mundo.


17 países em três meses: um mochilão sozinho, mas não solitário

João Goldmeier
Editor de Promoções

Estava na faculdade e junto com um amigo planejava um mochilão pela Europa para o final do ano seguinte. Seria minha primeira viagem ao velho continente e guardava cada centavo que podia para ir comprando euros aos pouquinhos. Aproveitei uma promoção de passagem que vi no Melhores Destinos para garantir um dos itens mais caros da minha planilha de gastos, a passagem, parcelada em várias prestações.

Meu amigo acabou não podendo viajar, mas decidi ir em frente sozinho. Foi também minha primeira viagem solo. Viajar sozinho permite tempo para olhar pra dentro de si, montar o roteiro do jeito que você quiser, ficar mais aberto a conhecer novas pessoas… a lista é grande. Foram 17 países percorridos em cerca de três meses, fazendo a maioria dos deslocamentos de trem, numa viagem inesquecível. Essa foi a melhor viagem da minha vida porque despertou em mim essa vontade maluca de conhecer todo esse planeta incrível que vivemos.


10 dias em Fiji: ciclone, mergulhos e paisagens paradisíacas

Marcel Bruzadin
Comercial

Em 2009 tive a oportunidade de realizar um sonho pessoal muito antigo: estudar inglês na Austrália. Fui morar em Brisbane e consegui conhecer lugares fantásticos da costa leste australiana, como Gold Coast, North Stradbroke Island, Byron Bay e Noosa Heads. No entanto, a viagem que mais me marcou aconteceu logo que terminei os estudos na Austrália.

Queria aproveitar que estava na Oceania e conhecer outros destinos do continente. Mas o dinheiro e o tempo eram curtos. Ou seja: precisava de um destino que fosse incrível e barato. Depois de muito pesquisar, decidi ir para as Ilhas Fiji, arquipélago com mais de 300 ilhas no Oceano Pacífico, destino dos sonhos para quem gosta de paz, sossego, mar, mergulhos e surf. Para me acompanhar nessa viagem, um grande amigo brasileiro me encontrou na Austrália e partimos para Fiji.

O voo de Sydney até Nadi – uma das principais cidades do país – levou cerca de quatro horas, voando com a companhia Pacific Blue. Chegando em Nadi, pegaríamos uma embarcação, que todos os dias fazia a mesma rota entre as ilhas, embarcando e desembarcando turistas nos hotéis. No entanto, no nosso primeiro dia em Nadi, tivemos a ilustre visita de um ciclone tropical intenso (Ciclone Mick). Apesar de estarmos seguros no hotel, foi extremamente frustrante presenciar os ventos extremamente fortes e muita, muita chuva! A impressão que tínhamos é que aquela chuva duraria semanas e não iríamos aproveitar nada da viagem. Chegamos a falar: “É por isso que estava tão barato!”.Por conta do ciclone já havíamos perdido um dia nas ilhas. Tínhamos um total de 10 dias, todos eles em Yasawa Islands, um conjunto de 20 ilhas no arquipélago. Mas no dia seguinte, para nossa alegria, o pessoal do hotel nos confirmou que a embarcação voltaria a navegar e partiríamos para as ilhas! O cenário em Nadi era desolador: muitas casas destelhadas, as ruas todas sujas, árvores e postes no chão.

No entanto, logo que embarcamos para Yasawa Islands, o sol apareceu e assim permaneceu até o fim da viagem. Na presença dele, pudemos ver a beleza surreal de Fiji, onde foram gravados filmes como “O Náufrago” e o clássico da Sessão da Tarde “Lagoa Azul”.

Embora conte com um cenário paradisíaco, Fiji é um país bastante pobre e sua principal atividade econômica é o turismo. Algumas ilhas têm enormes resorts de luxo, muitos deles dedicados somente a casais, não permitindo crianças. Como estávamos com grana curta, nossa viagem não contemplava os tais resorts, mas pousadas que, apesar de simples, ofereciam bastante conforto a um preço bastante justo. Em algumas ilhas ficamos em alojamentos compartilhados, como hostels, mas isso não foi problema em nenhum momento para nós.

Fiji tem até hoje uma natureza muito preservada, o que mantém a sua originalidade e beleza. Me lembro bem que em Korovou Island, uma das ilhas em que ficamos hospedados, fizemos um mergulho de snorkel ao redor da ilha e em determinado ponto, com a altíssima visibilidade da água, avistamos um avião americano da Segunda Guerra Mundial naufragado próximo à praia. Segundo os nativos, em 1943 esse avião P-39 Airacobra havia se perdido da esquadrilha americana e ficou sem combustível, sendo obrigado a pousar na água e lá naufragou, permanecendo até hoje. O piloto sobreviveu ao pouso e foi resgatado pelos nativos.

Esse é o Marcel, não o piloto resgatado pelos nativos 🙂

Além disso, Fiji é um dos destinos mais procurados no mundo por quem gosta de mergulhos, seja com snorkel ou cilindro, justamente por sua natureza tão intocada. Se você pratica mergulho, é bem possível que já tenha ouvido falar ou pesquisado sobre Fiji. Como falei anteriormente, Fiji oferece atividades para todo o tipo de público, sejam jovens, solteiros, casados, entre outros. Se você tiver a oportunidade de conhecer as Ilhas Fiji, vá de olhos fechados, você não vai se arrepender. Só não deixe de me contar como está por lá.

Montreal e Nova York: da primeira neve a gente não se esquece

Sandro Kurovski
Editor de Conteúdo

Toda viagem acaba sendo inesquecível por algum motivo ou outro, mas sempre tem aquela que se destaca. No meu caso foi uma viagem para Montreal e Nova York, que acabou se transformando em um momento mágico por ser meu primeiro contato com a neve, que tanto sonhava em conhecer. Fui no final do inverno de 2018 com ajuda de uma promoção divulgada pelo Melhores Destinos (só R$ 1.689 ida e volta com a Delta!). Montreal ainda estava coberta de neve e foi bem legal passear por lá com tudo branquinho. Já enquanto estava em Nova York, fui surpreendido por um dia inteiro de nevasca! Ver a neve caindo foi bem emocionante!

Essa viagem também se tornou especial porque foi quando resolvi gravar o primeiro relato de voo em vídeo para o canal do Melhores Destinos no YouTube, que acabou se transformando em uma série bastante querida. Só lembranças felizes.


Machu Picchu: “o lugar onde me reencontrei”

Rafa Torres
Comercial

A melhor viagem da minha vida, sem sombra de dúvidas, foi aquela onde me reencontrei! Após conhecer Chichen Itza, coloquei na cabeça que deveria conhecer as 7 maravilhas do mundo e foi isso que comecei a fazer e a próxima maravilha ser “descoberta” por mim, foi Machu Picchu, no Peru.

A energia, a calmaria, tudo ao seu redor te remete a uma paz interior! E no meu caso não foi diferente! Subir cada degrau das ruínas de Machu Picchu me fez encontrar aquilo que havia perdido: eu mesmo. Uma viagem inesquecível, que levarei para vida.


Nova Zelândia: campervan, geleiras, praias e xixi no ziplock

Monique Renne
Editora de Destino

Viajar é uma paixão que, por muita felicidade da vida, se tornou a minha profissão. E com tantos destinos na bagagem, é quase impossível escolher a melhor viagem da minha vida. Cada uma é especial por um motivo. A cidade, a companhia, a boa comida, as paisagens inesquecíveis e até os perrengues são apenas alguns fatores que podem eleger a melhor viagem de nossas vidas. Mas como vale só uma, vamos lá!

Não esqueço do momento da notícia que eu iria para a Nova Zelândia. Eu estava de férias, em meio a uma rua qualquer no Laos, e recebi um telefonema do chefe. Para não me matar do coração, ele já foi logo falando… “Sei que você está de férias, mas a ligação é por um bom motivo: vamos para a Nova Zelândia”. Eu quase enfartei.

Ali mesmo, de férias, já comecei a organizar a próxima viagem para o destino que sonhei tantas vezes conhecer. Durante uma semana eu estaria na companhia de outros jornalistas, mas depois eu seguiria sozinha rumo às lindezas da Nova Zelândia. A viagem, tão especial, não é a melhor da minha vida simplesmente pelas paisagens inesquecíveis que vi por lá. O que mais contou nessa viagem pela Nova Zelândia foi a maneira como ela se realizou. Foram 21 dias intensos, onde vivi a maravilhosa experiência de viajar de campervan. Percorri a Ilha Sul e a Ilha Norte, sempre me hospedando em campings, fazendo a minha comida e tirando boas sonecas diante de cenários mágicos.

Viajando pela Nova Zelândia, tive o privilégio de sobrevoar e pousar em geleiras, quase à beira-mar; ir a praias fantásticas; fotografar uma das mais lindas árvores do mundo em Wanaka; participar de um autêntico banquete hobbit em Hobitton; ver de perto a grandiosidade de Milford Sound; saltar de parapente em Queenstown; e até desenvolver boas técnicas de sobrevivência, como usar o ziplock para um xixi emergencial no meio da madruga (já que fazia um bocado de frio fora da campeavam e ir ao banheiro naquele momento não era uma opção).

São tantas memórias inesquecíveis, que é impossível não eleger a Nova Zelândia como uma das melhores viagens da minha vida! E que muitas outras venham em breve!


“E o Bono Vox me respondeu: You’re crazy”

Thayana Alvarenga
Editora de Conteúdo

Em fevereiro de 2006 eu tinha 12 anos e não entendia muito de música, mas me apaixonei quando escutei U2 pela primeira vez na transmissão do show ao vivo na TV Globo. Desde então, meu amor só foi crescendo… Em 2011 fui ao meu primeiro show da banda em São Paulo, depois eles voltaram ao Brasil em 2017 para tocar bem na semana do meu aniversário – e como uma boa fã, meus ingressos estavam garantidos.

No ano seguinte, o U2 tinha um show marcado em Dublin, na Irlanda – o país da banda, e seria fantástico fazer parte disso, porém as entradas estavam esgotadas há tempos, principalmente porque desta vez se tratava de um local menor, diferente dos estádios que estava acostumada.

Faltando alguns meses para o show, resolvi apostar na sorte e pensei: vou acessar o site oficial e, se por acaso aparecer algum ingresso para comprar, é porque era para ser. E até hoje não sei como, mas depois de muita insistência diária, num belo dia faltando um mês para o show magicamente apareceu um único ingresso disponível no sistema – e justo para o setor que eu queria, pertinho do palco! Não pensei duas vezes e comprei. Só entendi que era para ser meu mesmo.

Eu tinha apenas algumas semanas até o grande dia, então comecei a correr atrás de hospedagem e passagens aéreas para a Irlanda. Deu tudo certo e logo estava embarcando. Chegando ao país, aproveitei a viagem para turistar e conhecer as belezas da Irlanda, que são muitas!

Eis que chegou o grande dia e eu estava feliz da vida porque ia reencontrar os mores. Já que a sorte estava a meu favor, pensei em arriscar algo mais ousado e fui até o estacionamento do local do show, onde provavelmente a banda chegaria. Eis que após muita espera no frio e garoa, aparece o Bono debaixo de um guarda-chuva ao lado do segurança particular dele, o Brian, para falar com os fãs que ali estavam esperando.

Eu fiquei cara a cara com o anão mais lindo do mundo (sim, o Bono é pequeno) e falei pra ele: “Eu vim do Brasil só pra te ver”, que respondeu “You’re crazy” hahahah, sim, até o Bono sabia que era loucura o que eu tinha feito, mas a gente faz loucuras quando ama, né?! kkk. Então ele autografou o meu livro, atendeu mais alguns fãs, e foi embora se organizar para o show, que começou cerca de uma hora depois disso tudo.

Emocionadíssima, saí dali correndo para entrar no local do show, passei pelas revistas, abri uma cerveja e assisti tudo de pertinho. É sem dúvida uma das viagens mais inesquecíveis da minha vida até hoje. Saí do Brasil realizada por saber que assistiria a um show do U2 especial por ser “na casa” deles, e nem sonhava que falaria com o próprio Bono e voltaria com um livro autografado por ele. Nunca desista de seus sonhos!

”Onde pequenas atitudes e gestos te marcam para sempre!”

Rafael Castilho
Editor de Promoções

É muito difícil definir a melhor viagem de nossas vidas. Ao longo dos meus 44 anos e 67 países visitados, já foram várias jornadas pelo mundo e pelo Brasil que marcaram, de alguma forma, as minhas lembranças. Não há como esquecer a primeira ida à Ásia (para mim, o melhor continente para visitar); Disney com o filho; a primeira viagem internacional sozinho (Ilha de Páscoa); diversas viagens com a família; ida aos Estados Unidos com os avós… Cada uma traz uma recordação incrível, mas gostaria de destacar abaixo uma viagem recente.

Vou deixar de lado as minhas andanças pelo mundo para lembrar de uma que aconteceu em julho de 2022 (época ainda de pandemia). Após um divórcio conturbado, o qual sofro resquícios até hoje, embarquei rumo ao Brasil com a namorada (hoje moro em Portugal). Já estávamos namorando por quase 1 ano. Como tenho certeza nas minhas escolhas afetivas e amorosas, levei a namorada para conhecer a minha família e meu filho, que vive em Minas Gerais.

Estava reticente em relação como o meu filho iria reagir ao encontrá-la. Após um rápido impacto de vergonha, ele se soltou e a abraçou fortemente. Dali para frente foram só abraços e trocas carinhosas de afeto entre os dois. Pareciam que já se conheciam há anos. Nunca poderia imaginar coisa melhor, nem num sonho!

Mas voltando a viagem em si. Dias após este primeiro encontro embarcamos para o Rio de Janeiro. Já no aeroporto, o meu filho não largava a mão da minha namorada. No avião quis ir ao lado dela, me deixando de lado… kkkk. Assim foi por todos os dias que passamos na Cidade Maravilhosa.

Uma viagem feliz, onde a alegria estava estampada no rosto de cada um. Nos divertimos muitos. Este contato entre a minha namorada e meu filho não saem da minha lembrança. Até cheguei a ouvir: “pai, você perdeu a namorada.” A aceitação dele foi incrível, assim como o carinho recíproco entre os dois. Acho que a melhor a viagem é assim, onde pequenas atitudes e gestos te marcam para sempre!

Um país minúsculo com uma miscelânea de culturas, Malta tem meu coração

Jéssica Weber
Editora de Destinos

Malta foi minha primeira grande viagem da vida e também minha primeira viagem sozinha. Eu fiquei um mês inteiro lá, em 2018, com a desculpa de fazer um curso de inglês. Mas mais do que gastar o meu ”the book is on the table”, eu me dediquei a conhecer suas ruelas centenárias de arquitetura única, boiar no seu marzão azul translúcido, desbravar falésias e me apaixonar um pouco mais a cada dia.

O que mais me impressionou é como essa ilha que parece uma migalha no mapa-múndi consegue reunir um pandemônio de culturas diferentes. Localizado ao sul da Itália, no meio do Mar Mediterrâneo, esse lugar passou os últimos dois mil anos recebendo influências de árabes, gregos, italianos, franceses, fenícios, espanhóis, romanos e britânicos.

Sua capital, Valeta, é o lugar ideal para se perder. Primeiro, porque é tão pequena que é difícil realmente se perder – tem menos de um quilômetro quadrado. E as ruelas apertadinhas emolduradas por prédios de balcões coloridos sempre o conduzem a alguma surpresa. Trata-se de uma capital fortificada de quase 500 anos. O coração administrativo e comercial está delimitado por portos e muralhas, erguidos por uma ordem de cavaleiros fundada nas Cruzadas.

Valeta

O jantar mais legal que tive em Malta foi num restaurante que ficava entre as paredes da muralha, acima da vala de proteção da entrada (o nome é Rampila Restaurant). Se você for a Malta, eu recomendo também que conheça a antiga capital, Mdina, uma cidade medieval que foi uma das locações da série Game of Thrones. É habitada atualmente por pouco mais de 200 pessoas, mas é incrível imaginar quantos povos diferentes já viveram naquelas ruelas claustrofóbicas de tão apertadas. Mdina foi fundada pelos fenícios bons séculos antes de Cristo e foi ocupada também pelos romanos e pelos árabes.

As praias também são incríveis, especialmente a Blue Lagoon, Riviera e Golden Bay, onde eu encontrei uma nota de 50 euros no mar – foi o dia mais feliz da minha vida! Ainda vale saltar na St. Peter’s Pool, pegar um barco para Gozo, tirar fotos na Popeye Village. Melhor eu parar aqui, porque o coração já está doendo de saudade.

As pessoas ”do outro lado do mundo”

Mari Kateivas
Redatora de Conteúdo

Sempre digo que as promoções vistas no Melhores Destinos decidem meus locais de viagens, haha A minha ida à Ásia foi exatamente assim! Eu e meu marido procurávamos passagens para o Chile até que vimos a promoção para Xangai. A gente só se olhou, concordamos com a cabeça e compramos a passagem quanto antes para não perder a oportunidade.

Alguns meses depois e 24 horas de viagem, estávamos lá, vivendo uma das experiências mais incríveis das nossas vidas. Não tenho certeza se é o meu destino preferido, pois tive experiências especiais em cada um que visitei, mas, sem dúvida, a China é transformadora. Não apenas pela sua incrível beleza e história, misturada entre o moderno e o milenar.

O que mais me cativou foi as pessoas. Apesar de quase ninguém falar inglês, todo mundo tentava fazer algo por nós quando pedimos ajuda – seja com um tradutor no celular, apenas apontando as direções para onde devíamos ir, fazendo mímica ou saindo para procurar alguém que pudesse nos ajudar com a língua. Esse acolhimento, mesmo sem a comunicação verbal, foi algo único, por isso, espero que você possa conhecer a China um dia.

Dava um quentinho no coração, pois me fazia pensar em algo muito importante nas minhas viagens: o mundo é o que você faz dele! Então se eu estiver aberta para boas experiências e sempre respeitando o próximo, com certeza, o destino que for visitar vai ter muito mais a me oferecer.

Uma super promoção e a Copa do Mundo na Rússia

Bruno Rocha
Editor de cartões e milhas

Vai ficar parecendo clichê falar disso junto com meus amigos do Melhores Destinos, mas definir qual foi a melhor viagem é bem difícil! Cada uma tem sua importância especial. Ao receber o convite para compartilhar com vocês a minha, consegui pensar em três que facilmente poderiam estar aqui.

A escolhida foi um mini mochilão de 17 dias pela Europa, que começou em 2017, com uma super promoção que vi aqui no MD, quando ainda nem imaginava fazer parte da equipe. Paris por menos de R$ 1.000? Era impossível não aproveitar (o cheque especial precisou ser acionado? Precisou! Mas foi um risco calculado 😅).

Como essas super promoções duram só alguns poucos minutos, não perdi tempo e comecei a tentar em todas as datas que podia. E a confirmação só foi chegar no fim daquele dia, com a mensagem da confirmação de compra no cartão. Eu ia para Paris! A data? Em meio à Copa do Mundo de 2018, na Rússia!

Era a chance de realizar dois sonhos de uma só vez: conhecer a Europa e ainda vivenciar uma Copa de pertinho, já que na do Brasil eu pouco aproveitei por conta do trabalho que tinha na época.

O roteiro incluiu Paris, MoscouBudapeste e Barcelona. Sozinho, com uma mochila nas costas e a câmera pendurada, passei 17 dias conhecendo lugares e pessoas incríveis, com experiências totalmente diferentes de tudo que já tinha vivido, incluindo o voo perdido na volta para casa (os perrengues também fazem parte).

Se você nunca viajou sozinho(a), recomendo que faça isso pelo menos uma vez na vida! Para perto, para longe, falando nossa língua ou não, essa vivência certamente vai mudar a sua vida, assim como todas as viagens que fazemos.

Europa com bug: viajar é bom, mas viajar barato é bom demais

Cleverson Lima
Editor de Promoções

Em 2014, eu estava na faculdade quando vi um alerta do Melhores Destinos sobre um bug da KLM com passagens incrivelmente baratas para a Europa. Nunca havia saído do Brasil e pensei: é agora ou agora. Sem muitas hesitações, cliquei nas primeiras datas que vi na tela e comprei voos para Madri e Amsterdã por surpreendentes R$ 606 (saudades!). Três meses depois, lá estava eu, viajando sozinho para lugares que jamais imaginei pisar.

Enquanto estava em Amsterdã, no antepenúltimo dia da viagem, percebi que Paris não estava tão distante assim no mapa. E você sabe, quando somos jovens e desejamos conhecer o mundo, acabamos fazendo algumas loucuras e querendo desbravar o máximo possível. Então eu pensei: por que não Paris? Nessa minha primeira viagem, a loucura foi querer conhecer a Cidade Luz em apenas 1 dia (hoje talvez eu não faria isso hahaha). Como o tempo e o dinheiro eram curtos, a opção era ir de viagem noturna de ônibus com a Flixbus. Eu passaria o dia em Paris e voltaria à noite para Amsterdã. E assim fiz, embarcando em Amsterdã às 23h e chegando a Paris às 06h da manhã.

Até hoje, me questiono como consegui explorar tanto de Paris em tão poucas horas. Comecei logo pela Torre Eiffel, onde, naquele amanhecer frio, parecia que só havia eu e alguns guardas na Champ de Mars. Em seguida, visitei as Catacumbas de Paris, um passeio que eu queria muito fazer. Ainda tive tempo de subir o Arco do Triunfo e capturar algumas imagens inesquecíveis da cidade, de andar muito pelo Quartier Latin e de ficar vendo a vida passar uns bons minutos em um banco em frente à igreja de Notre Dame. No final do dia claro que não falta cansaço e algumas bolhas no pé. Mas não me arrependo em nada dessa loucura, afinal, estar em Paris era uma sensação única para aquele rapaz latino-americano sem dinheiro no banco.

Essa viagem foi especial porque, além de ter conseguido passagens incrivelmente baratas, despertou em mim a paixão por viajar (barato!) e por abraçar o desconhecido – uma sensação se multiplica quando se viaja sozinho. E à medida que viajamos mais, compreendemos que, assim como a diversidade dos destinos percorridos, cada um de nós é único em nossas próprias jornadas.

”Um conto de fadas”

Thiago Ibrahim
Social Media

Conhecer o Castelo de Neuschwanstein, para mim, foi uma das viagens mais inesquecíveis da minha vida. Minha esposa Sara e eu sempre tivemos o desejo de visitá-lo, mas não achamos que seria logo.

No início de 2022 planejamos um mochilão pela Europa conhecendo 5 países. Por uma eventualidade tivemos que incluir a Alemanha. Decidimos, então, conhecer Munique. Essa era a nossa chance. De lá compramos passagens de trem para Fussen, onde fica o castelo. E qual não foi nossa surpresa? O lugar é realmente encantador, parece um conto de fadas.

Na época que viajamos, meio de estação, tinha acabado de nevar fraco, o que ajudou a compor belíssima a paisagem. Me lembro de cada segundo da aventura de conhecer o entorno, que é lindo, como também os dois castelos cheios de histórias e muito mistério. Recomendo muito a visita!