Publicidade Aqui

Rock Rio: uma cidade do tamanho da alegria do público

Começou nesta sexta-feira (16), os sete dias de música, com 1,5 mil artistas nacionais e internacionais. Banda pop Maroon 5 substitui Lady Gaga neste primeiro dia

 

“Juntos somos mais fortes. Viva o Brasil, a Amazônia e nosso planeta”” foi o anúncio de abertura do maior festival de música do mundo comandados por Gisele Bundchen e Ivete Sangalo.

São 300 mil metros quadrados ( dobro das últimas três edições), 1,5 mil artistas nacionais e internacionais, com mais de 30 shows por dia na Cidade do Rock,  no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. O start do festival foi dado com melodias eletrônicas de SG Lewis, jovem DJ e produtor inglês SG Lewis, de apenas 23 anos.

Os portões, assim como em todos os dias, abriram às 14h sob o calor de 30º, previsão do Inmet para todo o final de semana. Portanto, separe a garrafinha de água, protetor solar e muita energia, pois a diferença na nova Cidade do Rock é o percurso: um quilômetro de distância.

São oito apresentações em diversificados palcos, mas não é preciso se preocupar, é possível assistir na íntegra cada uma delas, não há shows simultâneos. Mas o comando é do gigante Palco Mundo.

A emoção marcou a abertura. A modelo Gisele e a cantora Ivete convidaram o público para uma mudança no planeta e cantaram “Imagine”.

A surpresa para o público foi a cantora Lady Gaga  cancelar sua participação na abertura do festival. A banda Maroon 5 foi a substituta. Apesar de não ser obrigatório, por respeito aos fãs da Lady Gaga, o Rock in Rio irá reembolsar quem desistiu de ir ao evento neste dia.

Mas nem só de música vive o Rock in Rio. A novidade é um palco dedicado a apresentação de youtubers. Whindersson Nunes, Christian Figueiredo, Poladoful e Felipe Castanhari são algumas das celebridades da internet que vão se apresentar no espaço, que terá programação de 4 horas diárias. Nenhum deles era sequer nascido quando o festival teve início, em 1985.

 

Como Chegar 

Os corredores Transoeste, Transolímpica e Transcarioca do BRT estarão funcionando normalmente durante o festival, com reforço da frota durante a madrugada. A estação Parque Olímpico estará fechada durante o festival, o acesso deverá ser feito pelo Terminal Centro Olímpico.

 

32 anos de história

Entre 11 e 20 de janeiro de 1985, num terreno alagadiço de 250 mil metros quadrados em Jacarepaguá (o equivalente a 12 Maracanãs), no Rio de Janeiro, cerca de 1,4 milhão de pessoas viram aquele que seria o maior festival de rock do País até hoje. Era um momento de grande simbolismo na vida do País: no mesmo dia do show da banda carioca Barão Vermelho, havia sido eleito Tancredo Neves, o primeiro presidente civil após 21 anos de ditadura.

Durante dez dias, 14 artistas internacionais e 15 atrações nacionais se apresentaram num ritual de lama e paz & amor. Mas não foi fácil realizar o negócio: o empresário Roberto Medina conta que, logo após fazer o show de Sinatra, foi a Nova York com o seu projeto de um megafestival de rock na América Latina e conta que cansou de bater na porta de empresários do ramo do show business. “Fiquei 40 dias em Nova York e não consegui nada.” Levou negativas de 200 empresários.

Até que solicitou ajuda ao manager de Sinatra, Luis Soto, que pediu que ele marcasse um coquetel em sua suíte de hotel para 30 pessoas. Enviou jornalistas de todos os grandes jornais americanos, que publicaram com destaque a iniciativa do brasileiro. “Aí, meu amigo, no dia seguinte tinha fila na porta do meu apartamento”, lembra. “Fechei o cast em dois dias.”

Naquele ano de 1985, Freddie Mercury, do Queen, ficou tão impressionado com o entusiasmo do público que, durante a canção Love of my life, decidiu reger a plateia em uma cena que se tornou mítica na história do rock’n’roll.

A banda australiana AC/DC foi inflexível em pelo menos uma exigência: só tocaria no Brasil se pudesse trazer um gigantesco sino de 1,5 tonelada, usado na música Hell’s Bells. A produção do Rock in Rio aceitou o desafio e trouxe o sino de navio.

Mas aconteceu o que ninguém esperava: o palco não suportava o peso do sino. No fim, o AC/DC subiu no palco com uma réplica de gesso, uma improvisação feita da produção do festival. Na mesma edição, Ozzy Osbourne levou a torcida do Flamengo à loucura ao subir ao palco com uma camisa do Zico.

O Iron Maiden fez seu primeiro show na América Latina no Rock in Rio, em 1985. A banda subiu ao palco às 23h58 (uma referência à canção Two minutes to midnight) e fez um dos shows mais históricos da banda e do festival, com a presença do Eddie, o monstro de estimação do grupo.

Comentários: