Assembleia geral da ABIH Nacional debate condo-hotéis em BH

 

- Por: Rose de Almeida

 
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Crédito da Foto: Divulgação

Nesta quinta-feira (1º de outubro), a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) realiza sua assembleia geral em Belo Horizonte (MG). Os principais temas a serem debatidos durante o encontro são a questão dos condo-hotéis e da super oferta de unidades hoteleiras na capital mineira.

Atualmente, a hotelaria em Belo Horizonte vem amargando prejuízos em virtude da grande oferta em relação à demanda de hospedagem, fato que se acentuou com a construção de novos empreendimentos visando a Copa do Mundo 2014. Em diversas ocasiões, as principais redes hoteleiras do País são unânimes em afirmar que uma das regiões que mais preocupa o setor é a capital mineira. Somente no período de um ano, foram inaugurados 37 novos hotéis na cidade. O número de quartos passou de 8.300 para 14 mil, um crescimento espantoso de 69%.

O presidente da ABIH Nacional, Nérleo Caus, entende que grande parte desse problema se dá em virtude à falta de uma regulamentação mais precisa em relação à questão dos condo-hotéis, que tiveram uma “proliferação desenfreada” nos últimos anos e vêm gerando problemas para as administradoras hoteleiras. Segundo a presidente da ABIH-MG, Patrícia Coutinho, a ocupação média na cidade está em 32%, resultado considerado muito baixo para a sustentabilidade do negócio e inferior às demais capitais nacionais.

“É uma medida que agrada os construtores, pois aquece a construção civil, que cria novas unidades, promete ganhos aos investidores, mas acaba gerando sérias dificuldades para quem fica responsável pela administração do negócio. Essa expansão aconteceu sem a devida precaução e previsão econômica, que deveria incluir estudos prévios de viabilidade do negócio”, explica Caus.

Diferentemente dos demais empreendimentos imobiliários, os condo-hotéis são unidades autônomas disponíveis para aquisição por parte de compradores nas quais todas as unidades funcionam dentro de um pool de locação, sem a possibilidade de moradia ou locação direta por parte de quem investe. Independentemente de se haver ou não locações, os investidores têm garantido mensalmente um crédito pré-estabelecido. “Da maneira como está estabelecida, a venda de unidades se realiza de forma aleatória, o que gera um vácuo no qual o negócio não se sustenta e alguns elos da cadeia acabam sendo prejudicados”, informa o presidente da ABIH.

 



 

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